Neuropeptídeos – a cura está dentro de nós

Há alguns anos tenho me interessado em um assunto extremamente controverso pela comunidade científica mas que, de certa forma, tem sido desmitificado pela própria ciência: a função do humor nos processos de cura.

Pode parecer loucura mas a ciência tem mostrado mecanismos muito bem desenhados que são disparados a partir de certas emoções  – por exemplo sentimento de compaixão e que geram repostas diversas nas células – sejam respostas positivas como o combate a alguma doença grave ou até respostas negativas como a queda da imunidade.

O responsável por esta façanha é uma substância secretada pelos neurônios chamada neuropeptídeo. Até então sabia-se que os neuropeptídeos tinham ampla função dentro do organismo (a adrenalina é um exemplo) mas não se tinha conhecimento que certos neuropeptídeos excretados por certas emoções (oxitocina, por exemplo), poderiam agir nas células do sistema de defesa do organismo.

As linhas de pesquisa atuais ligam certas emoções (amor e compaixão, como exemplos) a respostas positivas de nosso sistema de defesa imunológico – claro que por este ser um tema tabu dentro da comunidade científica, ainda é tratado com excesso de cautela – vocês podem observar a forma como os cientistas discutem o tema em uma conferência feita em 2012 na Universidade de Stanford  – clique aqui para ver o vídeo.

Esta é mais uma das linhas de pesquisa que vem a corroborar o que nossos bisavós já sabiam a gerações: pessoas felizes são mais saudáveis por que são felizes e não o inverso.