Neuropeptídeos – a cura está dentro de nós

Há alguns anos tenho me interessado em um assunto extremamente controverso pela comunidade científica mas que, de certa forma, tem sido desmitificado pela própria ciência: a função do humor nos processos de cura.

Pode parecer loucura mas a ciência tem mostrado mecanismos muito bem desenhados que são disparados a partir de certas emoções  – por exemplo sentimento de compaixão e que geram repostas diversas nas células – sejam respostas positivas como o combate a alguma doença grave ou até respostas negativas como a queda da imunidade.

O responsável por esta façanha é uma substância secretada pelos neurônios chamada neuropeptídeo. Até então sabia-se que os neuropeptídeos tinham ampla função dentro do organismo (a adrenalina é um exemplo) mas não se tinha conhecimento que certos neuropeptídeos excretados por certas emoções (oxitocina, por exemplo), poderiam agir nas células do sistema de defesa do organismo.

As linhas de pesquisa atuais ligam certas emoções (amor e compaixão, como exemplos) a respostas positivas de nosso sistema de defesa imunológico – claro que por este ser um tema tabu dentro da comunidade científica, ainda é tratado com excesso de cautela – vocês podem observar a forma como os cientistas discutem o tema em uma conferência feita em 2012 na Universidade de Stanford  – clique aqui para ver o vídeo.

Esta é mais uma das linhas de pesquisa que vem a corroborar o que nossos bisavós já sabiam a gerações: pessoas felizes são mais saudáveis por que são felizes e não o inverso.

Poder de Indignação

Tenho estado distante de meu blog mas não é por nenhum motivo outro que o excesso de absurdos que tenho visto e ouvido por aí que acabaram por causar uma certa dormência na minha capacidade de indignação.

Para escrever tem que ter raiva, vontade ou, como Freud gostava de dizer, tem que ter pulsão! Mas confesso que tenho sentido certa falta de questões realmente importantes que se destaquem do meio comum – é tanto absurdo e notícias sem importância (Comissão de Ética, Pastor Marco Feliciano, Coréia do Norte, Papa Francisco….) que os temas relevantes, pelo menos para mim, ficaram em compasso de espera.

Bom, daí acabei por perceber que este anestesiamento está me causando alienação – e isto é a última coisa que quero para mim. Não me é salutar este estado e, exatamente por este motivo, vou me policiar para que não seja “só mais um” assistindo a novela das oito sem se preocupar com a carestia que vivemos em nossa sociedade. Afinal, penso, logo existo!!!