Existe Dieta para a Mente?

Durante o feriado da Páscoa ao navegar na internet, me deparei com um livro cujo título era demais intrigante: A Dieta da Mente, do Dr. David Perlmutter. Como gosto de livros com títulos não convencionais, decidi baixá-lo imediatamente para meu Kindle (se você não conhece leitores digitais, sugiro fortemente que dê uma olhadela no www.amazon.com.br).

Bom, ainda não finalizei o livro, mas o que li até agora me incomodou muito. Não quero fazer spoiler do livro mas, em resumo, existem muitas pessoas (mais de 50% da população) que são de certa forma “sensíveis” ao Glúten e este, em conjunto com uma dieta rica em carboidratos (base de nossa alimentação moderna), tem trazido diversos malefícios a saúde, em especial ao cérebro!

Não é questão de ser cético, mas este livro traz tanta informação que vai contra o Establishment que decidi checar as informações, inclusive com médicos e neurologistas da área –  o que pude constatar até agora é que tem lógica os argumentos do Dr. David e que, se a sua teoria realmente for confirmada, temos comido MUITO errado nos últimos séculos.

Bom, na dúvida, decidi entrar em uma dieta sem glúten desde a segunda feira, 06/04/15 e pretendo manter um pequeno diário acerca das possíveis mudanças percebidas em mim mesmo. So far, so good – 4 dias sem glúten, 0 kg perdidos e nenhuma mudança significativa.

Neuropeptídeos – a cura está dentro de nós

Há alguns anos tenho me interessado em um assunto extremamente controverso pela comunidade científica mas que, de certa forma, tem sido desmitificado pela própria ciência: a função do humor nos processos de cura.

Pode parecer loucura mas a ciência tem mostrado mecanismos muito bem desenhados que são disparados a partir de certas emoções  – por exemplo sentimento de compaixão e que geram repostas diversas nas células – sejam respostas positivas como o combate a alguma doença grave ou até respostas negativas como a queda da imunidade.

O responsável por esta façanha é uma substância secretada pelos neurônios chamada neuropeptídeo. Até então sabia-se que os neuropeptídeos tinham ampla função dentro do organismo (a adrenalina é um exemplo) mas não se tinha conhecimento que certos neuropeptídeos excretados por certas emoções (oxitocina, por exemplo), poderiam agir nas células do sistema de defesa do organismo.

As linhas de pesquisa atuais ligam certas emoções (amor e compaixão, como exemplos) a respostas positivas de nosso sistema de defesa imunológico – claro que por este ser um tema tabu dentro da comunidade científica, ainda é tratado com excesso de cautela – vocês podem observar a forma como os cientistas discutem o tema em uma conferência feita em 2012 na Universidade de Stanford  – clique aqui para ver o vídeo.

Esta é mais uma das linhas de pesquisa que vem a corroborar o que nossos bisavós já sabiam a gerações: pessoas felizes são mais saudáveis por que são felizes e não o inverso.