Diário de Um Glutão sem Glúten – 29/04

Aí vamos nós… 23 dias quase totalmente sem glúten e os resultados são animadores: com 3 quilos a menos (estou com 84,1kg), disposição levemente melhorada e a concentração melhor 50%. Pode parecer aos menos incautos que os resultados não foram, assim, tão bons, mas olhando nos detalhes (que contarei a seguir….) vocês verão que realmente obtive melhoras sensíveis.

Primeiro vamos falar da alimentação: apesar de não ter ingerido mais glúten, fugi da dieta nos finais de semana tomando algumas latinhas de cerveja – foram umas 3 latinhas de 269ml por final de semana. Pouco, é fato, mas ainda assim um consumo que deve ficar registrado. Nos cafés da manhã tenho feito o desjejum com 2 ou 3 fatias de queijo com presunto ou peito de peru + café com leite (com sucralose). Confesso que pensei que chegaria as 9:30 morrendo de fome mas, para minha surpresa, não foi o que observei. A fome começou a bater só as 11:30 e aqui podemos registrar um ganho significativo: meu apetite diminuiu significativamente.

Os almoços e jantares têm sido a base do bom e velho arroz, feijão, frango e salada. Sem exageros pois não tenho tido mais tanto apetite para aquele “pratinho de pedreiro”….

Aos finais de semana, ou batemos aquele churrascão ou eu fico na pseudo-massinha – aqui você pode gritar: MASSA TEM GLÚTEN!!! Tem, só que não: quando bate aquela vontade de massa, tenho comido macarrão de palmito com molho de shitake. Se você não conhece macarrão de palmito, te apresento na foto abaixo.

Palmito Pupunha em macarrão

Palmito Pupunha em macarrão

E o que mais tenho me admirado desta dieta sem glúten, é a disposição para o exercício: não é que não tivesse nenhuma disposição antes de ter cortado o glúten, mas agora, tenho motivação para sair e caminhar TODOS OS DIAS!!! Sei que este deve ser um dos principais motivos da perda de peso, mas, ainda assim, acredito que a dieta tem um papel fundamental.

Daqui uns quinze dias teremos mais novidades….

Existe Dieta para a Mente?

Durante o feriado da Páscoa ao navegar na internet, me deparei com um livro cujo título era demais intrigante: A Dieta da Mente, do Dr. David Perlmutter. Como gosto de livros com títulos não convencionais, decidi baixá-lo imediatamente para meu Kindle (se você não conhece leitores digitais, sugiro fortemente que dê uma olhadela no www.amazon.com.br).

Bom, ainda não finalizei o livro, mas o que li até agora me incomodou muito. Não quero fazer spoiler do livro mas, em resumo, existem muitas pessoas (mais de 50% da população) que são de certa forma “sensíveis” ao Glúten e este, em conjunto com uma dieta rica em carboidratos (base de nossa alimentação moderna), tem trazido diversos malefícios a saúde, em especial ao cérebro!

Não é questão de ser cético, mas este livro traz tanta informação que vai contra o Establishment que decidi checar as informações, inclusive com médicos e neurologistas da área –  o que pude constatar até agora é que tem lógica os argumentos do Dr. David e que, se a sua teoria realmente for confirmada, temos comido MUITO errado nos últimos séculos.

Bom, na dúvida, decidi entrar em uma dieta sem glúten desde a segunda feira, 06/04/15 e pretendo manter um pequeno diário acerca das possíveis mudanças percebidas em mim mesmo. So far, so good – 4 dias sem glúten, 0 kg perdidos e nenhuma mudança significativa.

Neuropeptídeos – a cura está dentro de nós

Há alguns anos tenho me interessado em um assunto extremamente controverso pela comunidade científica mas que, de certa forma, tem sido desmitificado pela própria ciência: a função do humor nos processos de cura.

Pode parecer loucura mas a ciência tem mostrado mecanismos muito bem desenhados que são disparados a partir de certas emoções  – por exemplo sentimento de compaixão e que geram repostas diversas nas células – sejam respostas positivas como o combate a alguma doença grave ou até respostas negativas como a queda da imunidade.

O responsável por esta façanha é uma substância secretada pelos neurônios chamada neuropeptídeo. Até então sabia-se que os neuropeptídeos tinham ampla função dentro do organismo (a adrenalina é um exemplo) mas não se tinha conhecimento que certos neuropeptídeos excretados por certas emoções (oxitocina, por exemplo), poderiam agir nas células do sistema de defesa do organismo.

As linhas de pesquisa atuais ligam certas emoções (amor e compaixão, como exemplos) a respostas positivas de nosso sistema de defesa imunológico – claro que por este ser um tema tabu dentro da comunidade científica, ainda é tratado com excesso de cautela – vocês podem observar a forma como os cientistas discutem o tema em uma conferência feita em 2012 na Universidade de Stanford  – clique aqui para ver o vídeo.

Esta é mais uma das linhas de pesquisa que vem a corroborar o que nossos bisavós já sabiam a gerações: pessoas felizes são mais saudáveis por que são felizes e não o inverso.

Poder de Indignação

Tenho estado distante de meu blog mas não é por nenhum motivo outro que o excesso de absurdos que tenho visto e ouvido por aí que acabaram por causar uma certa dormência na minha capacidade de indignação.

Para escrever tem que ter raiva, vontade ou, como Freud gostava de dizer, tem que ter pulsão! Mas confesso que tenho sentido certa falta de questões realmente importantes que se destaquem do meio comum – é tanto absurdo e notícias sem importância (Comissão de Ética, Pastor Marco Feliciano, Coréia do Norte, Papa Francisco….) que os temas relevantes, pelo menos para mim, ficaram em compasso de espera.

Bom, daí acabei por perceber que este anestesiamento está me causando alienação – e isto é a última coisa que quero para mim. Não me é salutar este estado e, exatamente por este motivo, vou me policiar para que não seja “só mais um” assistindo a novela das oito sem se preocupar com a carestia que vivemos em nossa sociedade. Afinal, penso, logo existo!!!

 

Uma vida pelo direito de aprender

Terminantemente existem algumas pessoas que vieram ao mundo para transformar e evoluir a sociedade em que vivem. E tive esta exata impressão quando tomei conhecimento da história de uma menina paquistanesa: Malala Yousafzai.

Malala aparentemente é uma menina como outra qualquer: tem seus sonhos, desejos, frustrações e passaria desapercebida se ela, menina, 11 anos, paquistanesa, moradora em uma região do Paquistão controlada pelos Talibãs, também não escrevesse suas auguras em um blog hosteado no site da BBC.

E foi neste blog que o mundo tomou conhecimento de uma história triste mas verdadeira: os radicais talebãs, com seu conhecido extremismo, iniciaram um processo contínuo de limitação das liberdades individuais, até o momento em que, entre diversos outros absurdos, também suspenderam o direito das meninas daquela região a assistirem aulas.

Claro que estou sendo simplista e até lacônico demais ao descrever este fato – eu pessoalmente li diversos posts da Malala e encorajo todos a fazê-lo para que possam tomar conhecimento acerca da realidade daquele povo – pobre realidade, diga-se de passagem. Impressionante e assustador é a forma como ela descreve, dia a dia, os boatos que correm entre suas amigas acerca do fechamento das escolas para as meninas.

Hoje, Malala recupera-se em Londres de um atentato que sofreu por conta de suas posições contrárias ao Talebã – eles não só assumiram a autoria do mesmo, como também defenderam sua posição através de representantes oficiais.

Não só pela lição de vida, mas também pelo ativismo e coragem apresentados pela menina Malala, sinto-me na obrigação de divulgar um pouco da história desta menina que arriscou a própria vida pelo direito de aprender. Força Malala.

Malala Yousafzai

Contra fatos, não há argumentos

Não me canso de ver nos meios de comunicação argumentos relativizando as interferências do homem no eco sistema de nosso planeta. Já li que O homem afeta menos do que se apregoa, que as indústrias fazem mais pela natureza que a agridem, que os danos são coisas da cabeça de eco-chatos, etc.

Sempre passo pelo crivo da razão todas as informações que chegam a mim antes de formar uma opinião sobre o assunto e, quando me deparo com fatos, estes embasam de forma indelével meu julgamento – e gostaria de compartilhar consigo um destes fatos que são indiscutíveis acerca do efeito do homem sobre a natureza. Deixe-me explicar.

Recebi link de um amigo com teaser de um documentário acerca de uma remota ilha do Pacífico que fica afastada 2000 milhas (ou ~3200 km) de qualquer outro continente. A ilha, apesar de desabitada, possui marcas impressionantes do ser humano na vida (ou morte…) das aves que lá habitam. Não é um vídeo para pessoas de estômago fraco, entretanto, recomento fortemente que assistam para formarem as suas opiniões, assim como formei a minha.

Vejam por si: http://www.midwayfilm.com/

Midway

O Boom da Mecânica Quântica

São poucos os assuntos “técnicos” que me chamam tanto a atenção quanto a Mecânica ou Física Quântica.

O assunto pode assustar 99% das pessoas comuns, mas tenha certeza que este tema vai explodir nos próximos anos e, querendo ou não, vai acabar por permear nosso cotidiano.

A mecânica quântica trata da física das partículas muito pequenas, do tamanho de um elétron ou menor. Neste tipo de física, os dados e resultados exatos dão lugar as probabilidades: aqui a física não determina exatamente onde estão as partículas e sim, onde eh a maior probabilidade dela estar. Pode parecer meio confuso, mas este ramo do conhecimento humano tem trazido as maiores descobertas dos últimos anos.

Com a mecânica quântica, os físicos perceberam que algumas leis da matéria, como a impenetrabilidade (dois objetos não podem ocupar, ao mesmo tempo, o mesmo local no espaço) deixaram de ser verdades absolutas…. E digo isto, porque eles perceberam que um objeto pode ocupar mais de um local no espaço simultaneamente… Bruxaria? Não, física!

E pode ter certeza que eh questão de tempo até descobrirem que dois objetos podem ocupar o MESMO lugar no espaço, ao mesmo tempo.

Digo isto porque na física os temas são curiosamente recorrentes: tendo um pouco mais de conhecimento você pode fazer as mais esdrúxulas extrapolações que vai tem grande chance de acertar, seja em menor ou maior grau – e é por isto que os físicos teóricos acertam tanto! A estatística mostra que mais de 90% de todas as teorias definidas pelos físicos teóricos foram confirmadas por experiências práticas feitas na vida real – um assombro!

Sendo mais justo, isto ocorre porque os fenômenos físicos são sempre explicados por equacionamentos matemáticos e, como a natureza segue os desígnios matemáticos (acredite!), isto permite sejam descobertos, na teoria, fenômenos físicos que nunca puderam ser observados na prática.

Se você tem alguma dúvida disto, invista um tempo com algum livro de Stephen Hawking (http://www.hawking.org.uk) para não se assustar, comece com Uma Breve História do Tempo – um clássico do gênero e que vai te dar as bases de vôos mais longos.

Caso a leitura não seja sua praia, alugue o filme Quem Somos Nós? ou, caso tenha internet banda larga, assista o filme completo dublado no Youtube (http://www.youtube.com/watch?v=WDXFRvbe2VY&feature=related). Tenha certeza que você vai repensar o que você é e o mundo que te rodeia.

Cerveja e a estrela de seis pontas

Na idade média, a natureza era investigada (cientificamente ou não…) por três “profissionais”: os monges, os magos e os alquimistas.

Para os alquimistas, a cerveja era resultado da combinação de quatro elementos: ar, terra, água e fogo. Como o processo de fermentação era um mistério e sua reprodutibilidade era rara, somente “iniciados” conseguiam produzir cerveja regularmente com sucesso.

Simbologia simplificada da Cerveja com a Estrela de Seis Pontas

 

Por isto a estrela de seis pontas, que é o símbolo dos alquimistas, foi incluída nos primeiros rótulos de cerveja – inclusive alguns a exibem até hoje!!!

Agora você percebe a estrela de seis pontas?

Fonte: Morado, Ronaldo – Larousse da Cerveja

Tempo para Evoluir

Vocês já se deram conta da quantidade de horas que passamos trabalhando diariamente? Dez, doze, quatorze horas ás vezes?

O que falar do tempo no trânsito? Mais quatro horas dispendidas entre todos os trajetos?

E a pergunta que não quer calar:  o que sobra para as demais atividades? Pois é, este tema tem me assolado recorrentemente – tenho pensado na nossa sociedade moderna e para onde nos encaminhamos. É nítido que as horas não são mais suficientes para fazermos o que quer que seja que não trabalhar e esta constatação me fez divagar um pouco sobre nosso futuro.

Imagine hipoteticamente que passamos, todos, em média 14 horas por dia em deslocamento nas nossas atividades profissionais – em um dia de 24 hora e com as necessárias 8 horas de sono, temos somente duas horas para o que quer que seja: família, lazer, estudo, etc.

Terminantemente um tempo insuficiente para recarregar as baterias diárias.

Em suma, esta é a problemática: a falta de tempo nos dias de hoje.

E quanto a solucionática? O que vocês acham que podemos fazer para resolver esta equação?

Um Amigo se foi

Hoje tive a notícia de que um querido amigo se despediu de nosso convívio.

Fiquei pensando a melhor forma de colocar para fora a sensação de perda que me assolava, quando  lembrei da paixão de Douglas pela vida. Sim, Douglas era um apaixonado pela vida, paixão esta tão intensa, avassaladora, viceral, que nós, pobres aprendizes na arte de viver, deveríamos repensar a forma como levamos nossas vidas adiante.

Douglas foi além dos “10 anos a 1000” – ele vivia todos os dias como se fosse o último, não de uma forma saudosista, mas aproveitando todos os momentos para compartilhar a felicidade que encerra o fato de estar vivo, de respirar. Em sua companhia, Douglas nos envolvia em uma aura de bem estar e a sua alegria acolhia quem quer que fosse, fazendo de todos os momentos ao seu lado algo especial.

Terminantemente, Douglas exemplificava a palavra a palavra irmandade.

Pois bem, um Amigo se foi, mas sua forma de viver a vida fica, ensinando seus amigos a deixarem de tratar de seus dias como “mais um”, e sim como “Aquele que pode ser o último”.

Douglas, fica em paz.